Guia de conexão da Essência ao Propósito

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Decidir ser quem sou exige que eu salte os muros que eu própria criei, com medo de pairar na leveza do meu espírito solto.

Decidir ser quem sou exige que eu abra mão daquilo que nunca mais serei, mas que tenho guardado com medo de não ser nada – senão livre.

Decidir ser quem sou exige folgar o nó do apego às estruturas externas, seguindo os instintos e assumindo a minha própria sustentação. Cada muro por que me cerco é um espelho que reflecte as ruínas internas – apego-me àquilo que vejo fora e não encontro dentro. Porém, o vazio interior jamais será preenchido pela dependência da estrutura externa. A verticalidade nunca será assumida até que eu perceba que a verdadeira construção faz-se em solo interno e não externo.

Decidir ser quem sou exige que eu mergulhe nas reais motivações que me impedem de pairar na leveza. E estas existirão somente até ao ponto em que eu deixar de temer a grandeza, olhando de frente todas as vozes que me dizem que não sou merecedora, que não sou capaz, que não é o momento. Qualquer que seja o tempo de espera até saltarmos o muro é correspondente ao tempo que demorámos a assumir a nossa auto-sabotagem. Queremos defender-nos do nosso espírito solto, porque ele nos leva para fora dos trilhos, em busca do seu próprio caminho. Mas decidir ser quem sou exige a libertação de todas as formas de resistência à Vida.

 

Fotografia por Jorge Afonso